quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O CRISTÃO NAS REDES SOCIAIS




     Alguns anos atrás não seria necessário tratar de assuntos como esse, afinal, a geração passada não conheceu, em seu tempo, o avanço da tecnologia como vemos agora.

Um pouco de história

A internet surgiu, disponibilizada ao público, por volta de 1991, antes disso o uso era restrito à cientistas e militares. Os computadores que hoje conhecemos são um processo evolutivo de proporções gigantescas. Me lembro muito bem do primeiro computador que usei, um IBM XT por volta do ano de 1987, era um “dinossauro” comparado aos de hoje.
A tecnologia trouxe muita facilidade, isso é fato, possibilitou o desenvolvimento de atividades antes impensáveis. No meu ponto de vista a tecnologia trouxe prejuízos em certas áreas, mas, isso é questão para outra hora.
O primeiro site de rede social criado, segundo informações, foi o classmates.com no ano de 1995 com a intenção de unir antigos amigos de colégio ou faculdade. Porém para ter acesso ilimitado era necessário o pagamento de uma taxa, hoje parece estar gratuito. 
Depois disso muitos outros foram criados, porém, no ano de 2004 quando um engenheiro turco do Google chamado Orkut Büyükkökten projetou o Orkut (seu próprio nome) iniciou-se um processo de divulgação em massa pelo próprio Google, que sem dúvida, até o momento, é o maior sistema de pesquisas existente. Com isso o Orkut alcançou milhões de pessoas, principalmente no Brasil, tendo seu auge em 2008 com até 23 milhões de usuários.  
Hoje o Orkut não é mais a sensação do momento, foi derrubado pelo concorrente Facebook. E pode ser que em breve o Facebook seja também derrubado por outro sistema. Assim funciona a internet.

O lado bom das redes sociais para os cristãos

Dizer que o crente não pode usar redes sociais é exagero, mas dizer que deve ser cauteloso é necessário. Tudo que é usado de forma desregrada é ruim.
Existem grandes vantagens nas redes sociais para cristãos; a facilidade de contato entre outros cristãos é impressionante. A rapidez na troca de informações é surpreendente. Negar esse fato é impossível. Um cristão sabendo utilizar esse recurso será muito bem edificado. Há vários cristãos que sabem utilizar essa ferramenta, trazem benefício não apenas para ele próprio, mas ainda edifica outros, isso é ótimo. Todo cristão deveria usar as redes sociais para demonstrarem ao mundo a verdadeira vida cristã.

O lado ruim das redes sociais para os cristãos
Um dos grandes problemas destas redes sociais está em achar que se pode tudo; a falsa impressão de privacidade deixa o usuário desatento. O fato de estar no computador, muitas vezes sozinho, dá essa falsa impressão de privacidade. Neste estado a pessoa acaba se abrindo e deixando escapar sua intimidade, mostrando ao mundo sem se dar conta disso. O que me despertou a escrever essa matéria foi exatamente isso.
Nas raras ocasiões que acesso o Facebook tenho ficado abismado com algumas coisas que vejo postadas e até mesmo curtidas pelos que se intitulam cristãos. É como se quem vemos na igreja fosse alguém totalmente diferente de quem está na rede.
Cada um de nós tem atitudes e gostos diferentes, e ainda bem que é assim, porém, existe um padrão de vida para aqueles que são cristãos e alguns princípios devem ser observados. É possível descobrirmos muita coisa de uma pessoa simplesmente analisando atitudes, gostos, palavreado, amizades, etc. O cristão deve ser conhecido também através destes aspectos, porém, nas redes sociais o perfil de muitos crentes não condiz com quem leva o nome de Cristo.
Em Lucas 6.45 diz: “…porque a boca fala do que está cheio o coração.” Trazendo esse conceito para nosso contexto diria que “os dedos digitam do que está cheio o coração.”
Através de links postados, imagens, links curtidos, palavreado utilizado em posts e comentários é possível avaliar muita coisa. Cuidado com o que você posta em seu perfil, cuidado com o que você curti, pode ser muito prejudicial para seu testemunho de cristão.
Outra coisa que tem causado grande mal para os cristãos é o tempo gasto nestas redes sociais. Tempo totalmente perdido em coisas banais e sem proveito. Eu reconheço que tem coisas legais postadas por amigos que chamam a atenção e fazem rir, e isso é bom, mas, há quem fique por horas lendo e vendo coisas sem proveito algum. Há também que já se viciou em redes sociais, não passa um dia sem acessar e se sai do computador está no celular. Isso com certeza não é bom.

Conclusão

Cada cristão é responsável diante de Deus por sua vida e testemunho. Isso será cobrado de nós pelo Senhor. (2 Coríntios 5:10 “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.”) Portanto me preocupo com a maneira que demonstro Jesus em minha vida. Faço aqui um apelo aos que realmente amam o Senhor, que abram os olhos e sigam em frente testemunhando do Senhor em cada momento.
Use as redes sociais para terem uma amizade pura com outros cristãos e aproveite o espaço para falar de Jesus. Reduza o tempo inútil conectado em coisas banais e recicle esse tempo em contato com Deus. Procure utilizar a internet e todo seu poder para aumentar seu conhecimento bíblico e ajudar outros a encontrarem Jesus.
Não deixe a vida passar virtualmente, afinal, no céu não há, nem haverá redes sociais.
Efésios 2.1-7 “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.”

sábado, 15 de setembro de 2012

DIREITOS AUTORAIS NA IGREJA



De acordo com a Lei Federal 9.610/1998, é necessário obter permissão do proprietário antes de imprimir, arranjar, projetar ou reproduzir qualquer música. Logo, para utilizá-las da maneira correta, seria necessário entrar em contato com todos os proprietários das músicas utilizadas em sua igreja. Por esta razão, a CCLI  (Christian Copyright Licencing, Inc) entidade que trabalha com o licenciamento de direitos autorais relacionados com igrejas e músicos cristãos criou a Licença de Direitos Autorais.  Em outras palavras, músicas de artistas gospel, por exemplo, que são comumente executadas em igrejas  evangélicas devem ser taxadas, pois pertencem à quem as registrou.




Apesar de a CCLI já atuar no Brasil desde 2008, os questionamentos em torno de seu trabalho tomaram grandes proporções  depois que o bispo Walter McAlister, líder da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida, trouxe a público seu descontentamento com uma carta da entidade que sua igreja recebeu alertando sobre a sua regularização quanto ao pagamento de direitos autorais, que deveria ser feito através da entidade. O mesmo diz compreender as questões autorais, mas questiona se as igrejas são instituições com fins lucrativas, pois, segundo ele, neste caso a cobrança seria justa:


"Igreja é um empreendimento com fins lucrativos? Não – segundo a definição do próprio Estado brasileiro. Ela goza de certos privilégios, na compreensão de que a sua atividade é religiosa, devota e piedosa e, sendo assim, sem fins lucrativos. Que muitos “lucram” em nome da Igreja ninguém duvida. Mas, em termos estritamente definidos pela legislação, não é um empreendimento que tenha como finalidade o lucro." ( Bispo Walter McAlister)


Gerou-se então uma grande polêmica a respeito do fato em que as igrejas terias que pagar para executar músicas dos chamados artistas gospel nos seus templos. Muitos defendem que as igrejas voltem a se restringir às músicas dos hinários harpa cristã e cantor cristão, que não são de artistas.


Nessa tabela A CCLI especifica valores que são cobrados pelos serviços de acordo com a quantidade de membros que as igrejas possuem:



A CCLI buscou esclarecer no seu site a situação, explicando que essa seria solução fácil e acessível para que as igrejas possam reproduzir, arranjar e gravar músicas do jeito certo e sem ter que se preocupar em obter uma autorização de uso de cada um dos autores das músicas utilizadas. Veja esse vídeo:





McAlister publicou também em sua página no Facebook uma cópia da carta recebida da CCLI, que informa que os valores a serem pagos pela entidade devem ser calculados pelo número de pessoas presentes regularmente no culto das igrejas:



terça-feira, 11 de setembro de 2012

O MATERIALISMO E O INFERNO

E disse-lhe um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.

Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?

E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. 

E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; 

E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. 

E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; 

E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. 

Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 

Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. 


Lucas 12:13-21







"Tentou reservar as bênçãos de Deus unicamente para o seu benefício próprio"



Podemos aplicar o nosso coração em vários negócios de nossa vida, alguns em maior, outros em menor grau, porém algumas pessoas aplicam o seu coração na busca pelas riquezas com uma dedicação igual àquela que uma religião exige. Percorrem cidades, atravessam continentes em busca das riquezas e se esforçam mortalmente por isso, alguns ao ponto de passar por cima dos seus semelhantes, humilhá-los e em muitos casos, até matá-los. Quando falamos de materialismo, podemos ver que nada há de novo concernente a esta questão, tudo que falarmos, já aconteceu ou ainda há de acontecer de forma semelhante ao que já aconteceu no passado como: brigas, desordens, avareza que leva à morte do próximo, invejas, etc.




O homem moderno, assim como o homem do passado, vive um certo contraste entre o possuir e o viver, e no texto apresentado nos deparamos com um rico insensato que não entendia que suas posses não eram suas, mas emprestadas (I Tim 6:17). Sua avareza aqui fica explícita por que tentou reservar as bênçãos de Deus unicamente para o seu benefício próprio (vs.18-19), tendo esta vida por superior à vida eterna. A riqueza verdadeira e duradoura é termos dentro de nós mesmos a Deus, o verdadeiro tesouro (v.21), tesouro este que não pode ser roubado ou tirado de nós.



A atitude do rapaz que fala com JESUS antes deste contar a parábola não foi algo incomum, ou seja, pedir um Mestre para resolver sua disputa legal, pois os judeus normalmente pediam aos rabinos para resolver suas disputas legais, o problema aqui estava na verdadeira importância, que é a vida, onde JESUS rejeitou o papel de árbitro para verificar a verdadeira motivação daquele que o interrogara. Para isso, JESUS conta uma história se direcionando a todos os presentes com o intuito de ensinar uma lição. O filho mais velho tinha por direito receber o dobro do que os outros recebessem, e após fixada a herança, o queixoso tinha todo o direito legal de recebê-la. JESUS sabia, àquela altura, que o homem que o indagara fazia parte de um pequeno grupo de pessoas de classe abastada e muito privilegiada com um montante de menos de um por cento da população e que, muitas vezes nem mesmo precisavam trabalhar em suas terras, pois tinham quem o fizesse por eles.








"descansa, come, bebe e folga." 



O estilo de vida do homem rico apresentado na parábola parecia o estilo de vida pregado por um filósofo do passado chamado Epicuro, morto em 270 a.C., ele ensinava que o maior bem na vida é a felicidade, não reconhecia o Deus Criador, ignorando-o, porém aceitava vários deuses que não intervinham nos negócios da humanidade. Este filósofo ensinava que o homem devia buscar os prazeres, não só os da carne, e evitar os sofrimentos; nada diferente do homem contemporâneo. Então podemos dizer que tinha uma certa vaidade epicurista quando diz: "descansa, come, bebe e folga." Isso, para o homem mortal que precisa buscar a verdadeira vida, soa como loucura, pois estava vivendo com o melhor que a vida mortal poderia oferecer, mas de forma despreocupada sem considerar a Deus e sua vontade que também é ajudar o próximo.




O homem que pensa que tem tudo e não se dá conta do dia da morte, de fato não tem nada. O que tal pessoa poderá fazer no dia em que sua alma for exigida? Nada! Trabalhou em vão para um futuro que não terá perspectivas verdadeiras. O erro do homem rico não estava em como tirava o seu ganho, mas sim em acumular somente, nunca dando. JESUS quer nos mostrar que para que possamos ser curados de toda e qualquer ganância e avareza que leva o homem para o Inferno (Luc. 16:14; I Cor. 6:10), precisamos buscar o Reino de Deus e suas riquezas que são eternas (Luc. 12:31)., dar ouvidos para o Criador, pois quem dá ouvidos a Deus é de Deus (Jo. 8:47). O homem egoísta não sabe dar ouvidos a Deus e tão pouco pratica a justiça, praticar a justiça é algo inexistente no coração avaro, que faz da riqueza sua razão de viver. Como temos visto pessoas que tem tanto, porém nunca dão, a não ser para si mesmos! JESUS não se mostra contra uma pessoa ser rica, mas sim contra uma pessoa depositar sua confiança nas riquezas (Luc. 12:21,31,34).Buscar o Reino de Deus é a única solução para o homem caído. Se o homem persiste em não dar ouvidos para Deus e sua Palavra, só lhe resta uma palavra diretamente do Criador:"Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lucas 12:20).



Corramos para a presença de Deus e ajuntemos tesouros nos céus onde a traça e a ferrugem não podem consumir ou os ladrões roubar (Mat. 6:12-20).





Bibliografia:


KASCHEL, Werner; ZIMMER, Rudi. Dicionário da Bíblia de Almeida: 2ª Ed. São Paulo: SBB, 1999. 

DAVIS, John D. Dicionário da Bíblia de John Davis: 3ª Ed. São Paulo: Hagnos, 2005. 

STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento: 2ª Ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2008.

KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento: 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

RELACIONAMENTO ENTRE CRISTÃOS E NÃO CRISTÃOS


10 Motivos para não se relacionar sentimentalmente com uma pessoa que não serve a Deus













1° Ritmo de vida.
Qual é o ritmo de vida de um(a) Cristão/Cristã? Toda semana, ele vai uma, duas, três ou mais dias na igreja. Isso para um “ímpio” já cheira como fanatismo, então se não quer ser chamado de fanático (a), caia fora rsrsrs. Você sabe que não é fanatismo, é alimento estar na igreja ouvindo a Palavra estando em intimidade com Deus, mas não queira que uma pessoa que não tem a sua fé entenda isso.

2° Vida Sexual.
Um casal de namorados “do mundo” se relaciona sexualmente como se fosse a coisa mais simples do mundo (não digo todos – mas a maioria) Nós Cristãos já sabemos que relação sexual é um laço de almas, porém, só podemos laçar nossa alma com quem somos casados. Não sou ingênua de pensar que TODOS os Cristãos seguem a coisa desta maneira, infelizmente. Linda, não queira que um namorado “de outra religião” entenda que você quer se guardar, não queira mesmo, isso não existe!

3° Separação do pecado.
Você acha mesmo que seu namorado (a) vai achar legal que no carnaval, que ele podia estar nas baladas ou nos sambódromos, ao invés disso ele fique “empatado” dentro de casa, porque você é evangélica (o)?. Me desculpe, mas após o carnaval vem os dias em que mais atendo mulheres com problema sentimental e precisam de ajuda psicológica, porque foram traídas e etc. Seu namorado (a) não quer se separar do pecado, se quisesse ele (a) já estaria servindo a Deus com você, é ou não é?

4° Vida Espiritual
O parceiro acha loucura quando você tem sonhos, acha bobeira ler a bíblia, não gosta das suas amizades da igreja, isso gera ciumes e ciumes gera tudo, menos coisas que realmente valem a pena. Tenho muitas amigas, lindas, que começaram a namorar com rapazes que conseguiram afastá-las da igreja. Filhas de pastores, conheço muitas. Não quero dizer que será sempre assim, mas até aqui é o que tem acontecido, e muito por sinal.

5° Dízimos e Ofertas
Você conhece alguma coisa que “pira” mais uma pessoa, que não está na igreja, mais do que o dízimo? rsrsrs
Experiência própria meus queridos, eu era proibida de dar o dízimo, senão coitada de mim, da minha igreja e do meu pastor que era sempre xingado coitado rsrs.

6° Afastamento da Igreja
Como não dará para você unir, uma hora você terá que escolher, ou o “amor” ou o AMOR (me entendem né?) AMOR com todas as letras maiúsculas, é o AMOR de Deus. Chega uma hora que você terá que trocar as tardes de sábado, que usava para ensaiar o louvor, para passear com namorado (a), as vezes ir em shows de bandas do mundo, ou simplesmente um passeio para o sorvete. Ainda que seja uma coisa inocente, você deverá dividir o seu tempo, e Deus não aceita dividir sua vida com ninguém que venha ser “contra” ELE. Você terá que encurtar o seu tempo que era pra Deus, para poder dar atenção àquela pessoa e as brigas serão rotineiras.

7° Deus adverte contra isso na PALAVRA.
Deus tem um zelo especial pelo seu povo, por isso ELE não queria que Israel se envolvesse com as filhas de outros povos, para que Israel não viesse a idolatrar os deuses estranhos. Tenho vergonha de dizer isso, mas eu já cheguei a carregar uma imagem de “santo” na minha bolsa porque um ex namorado havia me dado. Quando a gente está “amando” ficamos cegos.

8° Quando eu estiver em crise espiritual…
Quando eu estiver em crise espiritual (coisa que todos passam por ela) eu precisarei de alguém de Deus para levantar a minha fé. Só poderá fazer isso uma pessoa de Deus.

9° Quando eu quiser orar com alguém…
Há pessoas “do mundo” que não se importam em orar, porém, orar com uma pessoa que tem vida com Deus é outra coisa! Falar sobre as coisas de Deus, orar juntos, ir no monte (eu amo – rsrs), ir na Igreja e etc.

10° Deus será colocado como incômodo no seu relacionamento
Gosto de compartilhar experiências, e nisso tenho rsrsrs. Quantas vezes eu sentia que meu “noivado” não ia pra frente porque eu era muito dedicada às coisas de Deus? Então eu resolvi dar um tempo para Deus, e vocês que acompanham o Blog já sabem o que aconteceu. Quem não sabe, clique aqui e leia meu testemunho.
Enfim, não é porque não deu certo comigo, que não dará com todos. Mas eu quero ser livre para adorar a Deus, quero estar na igreja sem medo de ser descoberta pelo meu marido, aliás, quero que o meu futuro marido me leve na igreja.
Quando tivermos filhos, não haverá discussão entre BATIZAR ou APRESENTAR, e para agradar os DOIS fazer batismo e depois a apresentação, eu sei que isso é errado. Não quero criar meu (ou meus rsrs) filho (s) com pensamento dividido. Quero que o nome do Senhor seja engrandecido por todos na minha família. E você, o que acha?

Retirado do Blog Evangelizai

terça-feira, 28 de agosto de 2012

DISCIPLINA NA IGREJA





Texto Aúreo: “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido;" Hb 12.5

Nesta lição abordaremos um tema muito polêmico e complicado, onde muitos confundem a disciplina que nos é imposta por Deus a luz da bíblia, com regras humanas, não digo que bons costumes sejam maus, mas também que devemos examinar bem as escrituras para não incorrermos em erros ou também criar novos dogmas e assim distorcermos as verdades bíblicas e assim levar muitos a ventos de doutrinas e assim tirar muitos do caminho verdadeiro; então sejamos sábios e prudentes, além de tudo sermos disciplinados na palavra de Deus. 
Porém se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram os vossos pais que estavam além do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Js 24.15 

Disciplina 

s.f. O conjunto dos regulamentos destinados a manter a boa ordem em qualquer assembléia ou corporação; a boa ordem resultante da observância desses regulamentos. / Submissão ou respeito a um regulamento.

Disciplina é uma palavra que tem a mesma etimologia da palavra "discípulo", que significa "aquele que segue". Também é um dos nomes que se pode dar a qualquer área de conhecimento estudada e ministrada em um ambiente escolar ou acadêmico. Geralmente diz respeito a uma Ciência ou Técnica, ou subderivados destas. Aqueles que seguem uma disciplina podem assim ser chamados de discípulos. 

No campo militar, por exemplo, a disciplina é considerada uma qualidade a ser perseguida pelos soldados, com o objetivo de torná-los aptos a não se desviarem de uma conduta padrão, desejável para o bem comum da tropa, mesmo em situações de pressão extrema. “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo.” II Tm 2.3 

Há alguns tipos de disciplina mencionados na Bíblia: 

Disciplina Divina - onde Deus mesmo corrige os Seus filhos pessoalmente (At 5.1-11). 

Disciplina Própria - onde nós mesmos corrigimos as nossas atitudes erradas (1 Co 11.31) 

Disciplina no Lar - onde os pais corrigem seus filhos (Ef 6.4). Além destas, muitas vezes há a necessidade de disciplina na igreja. 

Disciplina na Igreja - A igreja tem autoridade, dada por Deus, para disciplinar (Mt 16.19; 18.18). A autoridade na disciplina nunca vem daquele que a aplica, mas daquele que a ordenou, ou seja, o Cabeça e Senhor da Igreja, Cristo (Ef 1.22-23). A igreja local aplica a disciplina em nome de Deus. A pergunta a ser feita não é “com que direito a igreja disciplina?”, mas: “Com que direito um membro da Igreja do Cordeiro profana o sangue da aliança e ultraja o Espírito da graça?” (Hb 10.29). Nenhum direito nos é dado, mas sim a responsabilidade de amar o pecador e vigiar para que também não caiamos (1 Co 10.12). 

Os propósitos da disciplina são: 

1. MANTER A REPUTAÇÃO DE DEUS (Rm 2.23,24) - Deus é santo e exige que o seu povo também o seja e que haja santidade na sua congregação (Dt 7.6; 28.9; 23.14). O céu é santo (Sl 20.6), o Nome de Deus é santo (Sl 30.4), o trono de Deus é santo (Sl 47.8), o homem de Deus é santo (Sl 106.16), o caminho de Deus é santo (Is 35.8), os mandamentos de Deus são santos (Rm 7.12), o temor a Deus é santo (Hb 12.28), os anjos são santos (At 10.22), JESUS é Santo ( Mc 1.24), O Espírito é Santo (Lc 3.22) e Ele nos ordena que sejamos santos (1 Pe 1.15,16; Ap 22.11). 

2. PROTEGER A PUREZA MORAL E A INTEGRIDADE DOUTRINÁRIA DA IGREJA (1 Co 5.6,7; 2 Jo 7-11; 1 Tm 1.13) - A igreja não pode tolerar o pecado (Ap 2.20). Se Cristo deseja sua igreja “sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef 5.27), a disciplina eclesiástica é altamente relevante, pois é um meio instituído por Deus para manter pura a sua igreja. O servo de Deus sempre deve almejar a pureza da noiva do Cordeiro (2 Co 11.1-3), mesmo diante da possibilidade da sua contaminação pelo mundo. 

3. SALVAR A ALMA DO CRENTE E RESTAURÁ-LO À COMUNHÃO COM DEUS E COM A IGREJA (Mt 18.15; Tg 5.19,20; 2 Co 2.7,8; 10.8; Hb 12.6-11; 2 Ts 3.6-15; 2 Tm 2.22-26). 

4. DISSUADIR OUTROS A NÃO PECAREM, TEMENDO A DISCIPLINA (1 Tm 5.20; At 5.11). 

A disciplina não é obrigatoriamente sinônimo de exclusão; assim como o remédio para tratar um membro doente não é a amputação, senão em último recurso. Isto ocorre freqüentemente por falta de habilidade para tratar o caso e por falta de misericórdia por parte dos crentes. A disciplina tem o propósito de educar, corrigir, livrar do mau caminho (Pv 6.20,23; 5.22,23). 

O perigo da falta de disciplina 

Paulo, escrevendo à igreja da Corinto (1 Co 5.1-13), alerta para os perigos que sobrevêm quando se é negligente na aplicação da disciplina. 
1. O pecado na igreja entra em choque com o seu caráter santo, mas ele ocorre.

2. Muitos pecados atingem um estágio público e notório 

3. Acomodação e orgulho 

4. O perigo especificado 

5. As marcas da Igreja 

6. O esclarecimento quanto à associação 

7. A rigidez da disciplina 

8. O objetivo final 

A seguir temos este texto que ilustra bem a disciplina veja:

OS QUATRO NÍVEIS DA DISCIPLINA NA IGREJA

Jesus foi quem primeiro falou de disciplina no Novo Testamento:

“Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só. Se te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mas se não te ouvir, leva contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada.E se não ouvir, dize-o à igreja; e, se também não ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano”. - Mateus 18:15-17

Há quatro níveis distintos no processo de disciplina que o Senhor ensinou:

1. Repreensão pessoal;

2. Repreensão com testemunhas;

3. Repreensão pública;

4. Exclusão.

Não praticamos a disciplina quando a pessoa se arrepende, mas sim quando ela se recusa a arrepender-se. E neste caso, dentro de uma progressividade; com a repreensão pessoal primeiro, a com testemunhas em segundo, a diante da igreja em terceiro e só então a exclusão em quarto lugar. 

Não podemos excluir alguém sem ter dado antes estes passos. Porém, alguém pode não querer receber os primeiros níveis da repreensão fugindo deles; neste caso, constatada a indiferença e relutância da pessoa, passamos então ao quarto nível, subentendendo terem sido os outros insuficientes ou impraticáveis.

Quando a repreensão se torna pública, ainda que seguida de arrependimento, e a pessoa em questão é um líder, a disciplina se manifestará afastando a pessoa de sua posição de liderança até comprovada restauração.

REPREENSÃO PESSOAL

Vários textos bíblicos falam sobre a necessidade de repreensão. E não são necessariamente ligados ao presbitério, pois no corpo de Cristo ministramos uns aos outros. Neste nível se enquadram os líderes de célula e todos que exercem cuidado por outras pessoas no Corpo. Veja alguns deles:

“Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos…” - I Tessalonicenses 5:14

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais vedes que aquele dia se aproxima”. - Hebreus 10:25

“Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e, sim, deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente; disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade”. - II Timóteo 2:24,25

Note que corrigir não significa contender, mas demonstrar cuidado com mansidão. Quando porém, a situação se agrava, é necessário que o governo da Igreja (os presbíteros) assuma a situação, que pode ser delicada e necessitar que a autoridade espiritual seja imposta, como Paulo fez com os coríntios (II Co.13:2 e 10).

REPREENSÃO COM TESTEMUNHAS

Além da instrução do Senhor Jesus, não encontramos outro texto que fale com clareza sobre este nível de disciplina, mas ele é muito eficaz por tirar a situação do aspecto pessoal e colocá-la num patamar de formalidade. E se as pessoas escolhidas para acompanharem a repreensão forem pacificadoras, serão de grande proveito para promoverem o arrependimento com argumentação mansa e amorosa.

Em caso de resistência da pessoa que está sendo repreendida, ela deve ser avisada que assim como o segundo nível de repreensão não foi aceito, será necessário o terceiro num culto público, e que permanecendo ainda inflexível ela chegará ao quarto nível: a exclusão.

REPREENSÃO PÚBLICA

Ao dizer que levasse a repreensão para o terceiro nível, à Igreja, Jesus não se referia a tratar a questão na Igreja (templo) ou com os líderes da Igreja, como alguns gostariam que fosse. Na verdade, Ele se referia a tratar a questão em público. Paulo também falou sobre este princípio ao escrever para seu discípulo Timóteo:

“Quanto aos que vivem no pecado, reprende-os na presença de todos, para que também os demais temam”. - I Timóteo 5:20

E a razão para isto é clara: “Para que outros tenham temor”. Toda a Igreja precisa ser ensinada sobre a disciplina cristã e vê-la funcionando quando necessário. Somos um corpo no Senhor; o pecado contínuo de alguém prejudicará a todos. O único meio de evitar isto é cortando a raiz do pecado com arrependimento ou cortando a pessoa (quando ela não quer se arrepender) da comunhão do corpo. Diante da Igreja ela será obrigada a optar entre um ou outro.

A EXCLUSÃO

Na Igreja de Corinto, alguém chegou ao ponto de se envolver sexualmente com a madrasta (I Co. 5:1). Tão logo isto chegou ao conhecimento do apóstolo Paulo, ele ordenou: “Tirai do meio de vós a esse iníquo”. Antes, contudo, deixou claro em que condições isto deve acontecer:

“Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me com isto não propriamente aos impuros deste mundo, ou avarentos, ou roubadores, ou idólatras, pois neste caso teríeis que sair do mundo. Mas agora vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem ainda comais. Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgais vós os de dentro? Os de fora, porém, Deus os julgará. EXPULSAI, pois, de entre vós o malfeitor”. - I Coríntios 5:9-13

Observe o detalhe que Paulo inseriu ao falar do pecador: “dizendo-se irmão”. Isto se refere a quem quer se parecer irmão sem o ser; não fala de uma queda ou tropeço espiritual, mas de uma prática continuada nestes pecados.

Excluir não significa proibir a pessoa de colocar o pé na Igreja, mas sim deixar de reconhecê-la como parte do corpo, e isto envolve deixar de se relacionar (Tt.3:10,11), de ter comunhão com a pessoa. Isto fica claro quando o apóstolo diz: “com o tal nem ainda comais”. Paulo explica melhor esta distinção na sua carta aos tessalonicenses:

“Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o; nem vos associeis com ele, para que fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão”. - II Tessalonicenses 3:14,15

Este princípio já havia sido estabelecido desde o Velho Testamento, onde havia vários motivos pré-estabelecidos para exclusão. O motivo é poupar o corpo de prejuízos espirituais, e não tentar manter um controle sobre as pessoas. Os casos não manifestos não chegam a ser tratados na Igreja, só os que chegam a ser conhecidos.

Autor: Luciano P. Subirá Via:http://ensinodominicalbetel.blogspot.com